Açúcar x adoçante: quais os impactos para os dentes?

Que o açúcar em excesso, é prejudicial aos dentes, isso nós já sabemos. Difícil mesmo é controlar a quantidade consumida ao longo do dia. Cafezinho, refrigerante, suco na hora do almoço…

Mas se não dá para viver sem ele, o que fazer?

Os açúcares são o principal alimento das bactérias que causam cáries. Já os adoçantes não são aproveitados por elas da mesma forma.

Entretanto, é bom lembrar, que uma outra série de fatores, como a má higiene bucal, também favorece a ação das bactérias, que independe do consumo de açúcar por si só.

Especialistas explicam que quando há oferta de adoçantes substituindo a sacarose, o número de bactérias diminui, o que barra o aparecimento de cáries. No entanto, o ideal seria diminuir o consumo de carboidratos, que também se transformam em açúcares em nosso organismo.

Contra-indicações

Desde que os adoçantes sejam ingeridos dentro da quantidade recomendada (muitos produtos dietéticos possuem em seu rótulo a dose máxima diária), não há problema. Deve-se tomar cuidado com os adoçantes constituídos de álcool poliídrico (sorbitol, xilitol, maltitol), que não devem ultrapassar a dose de 50 g/dia sob risco de provocarem diarréia. Outro fato a ser lembrado é que o aspartarme, por ter fenilalanina, é contra-indicado para pacientes fenilcetonúricos (que não conseguem metabolizar a fenilalanina), sendo este distúrbio muito raro na população.

Refrigerante diet

Como ocorre com qualquer alimento, o uso indiscriminado dos adoçantes não é indicado, devendo, portanto, haver moderação. Alguns adoçantes sintéticos como aspartame, sacarina, acesulfame-K e sucralose são aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) e, portanto, têm uma regulamentação maior para as doses máximas recomendadas.

Os estevosídeos (stévia), apesar de muito utilizados na América do Sul, não são aprovados pela FDA e, por isso, não têm uma regulamentação específica quanto a doses máximas permitidas. O ciclamato de sódio foi proibido pela FDA, mas novos estudos comprovaram que a dose tóxica é muito alta, e, por este motivo, cogita-se a sua reaprovação.

Os refrigerantes diet utilizam, em geral, uma mistura de aspartame, sacarina e ciclamato de sódio. A chance de se chegar à dose máxima desses componentes é, praticamente, teórica. Levando-se em conta que os estudos ora aprovam, ora condenam os diversos adoçantes, e tendo em vista que os órgãos controladores seguem os estudos para aprovarem ou não o uso, o mais sensato é utilizar pouco.

Mas é sempre bom lembrar: consumo indiscriminado de refrigerantes pode danificar os dentes com o tempo.

Chicletes sem açúcar

São melhores que os que possuem açúcar, mas deve ser observada a quantidade recomendada. Além disso, o fato de não terem açúcar e estimularem a salivação faz com que ajudem na proteção contra a cárie. Isso vale principalmente para o chiclete com xilitol, pois esse adoçante tem uma ação antibacteriana.

Uma dica dos especialistas é evitar comer comidas ricas em açúcar várias vezes ao dia. Eles sugerem que a ingestão das guloseimas aconteça de uma única vez e, de preferência, logo após a refeição, pois o açúcar age de maneira menos prejudicial quando metabolizado com outras substâncias.


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